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ao teu nome
nada acrescento
apenas
o sentimento
que me permite
tratar-te
por
A poesia em primeiro lugar & abordagens outras de circunstância, mesmo quando nós - tal como a pedra e também o rio - à procura do equilíbrio. manus52@clix.pt joaquim.a.alves@gmail.com
Da minha casa, o Tejo parece um tapete verde.
Às vezes, uma fábrica de navios.
São tantos, a partir e a chegar,
que os meus olhos ficam confusos e admirados
de como é possível haver tantos barcos no mar.
A minha admiração é muito maior,
quando me dou conta que o Tejo é um rio.
Sabiam que o Tejo é um rio?
Sim, é um rio, embora por vezes não o pareça,
quando da foz se aproxima,
como é normal num rio.
Gosto muito de rios. Sempre gostei.
Mas acho estranho um rio com tantos navios,
vedetas, petroleiros, corvetas, porta-aviões
e outras coisas assim.
É por essas, e por outras,
que acho o rio da minha aldeia
mais bonito que o Tejo.
E, juro que nunca entendi,
por que raio de razões
o Pessoa não gostava do Tejo.
Afinal, ele nem sequer tinha aldeia!
joaquim alves